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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

TV Digital tem tudo p/ emplacar nas TVs públicas

Hello Folks! =]
Dois dias em João Pessoa (PB) foram sensacionais!
Dias de muito aprendizado e reflexão! Participei do I Fórum Paraibano de TVs Públicas na Era Digital! O evento foi mto bem organizado, e aqui parabenizo minha amiga de Mestrado Madrilena Feitosa e a Profa Sandra Moura, responsáveis pela coordenação geral do Fórum. Bom, tenho muuuuuitas coisas para contar e opinar, mas vou escrevendo aqui aos poucos já que outras atividades desta pesquisadora andam me chamando...

Interessante perceber o quanto as emissoras públicas sejam elas Universitárias, Comunitárias, Legislativas e as Educativas estão cada vez + dispostas a dialogar em busca da construção de uma Rede de Televisão que possa oferecer diversidade cultural através de uma programação que valorize a cidadania brasileira. O compartilhamento de conteúdos foi um dos temas fortes do evento! Impressionante como os recursos da TVD poderão fazer a diferença nos canais públicos. As possibilidades com a implantação da interatividade foram bastante discutidas, ainda mais com o Ginga pertinho de ser liberado, já com previsão p/ 2010!

Assistimos exemplos da interatividade utilizada na BBC de Londres e em emissoras americanas e francesas, um verdadeiro banho de motivação para os estudantes, pesquisadores, professores e representantes de emissoras públicas do Nordeste que encheram o auditório na UFPB. Daqui do RN, participaram representantes da TV Universitária da UFRN, álias, a fala da Superintendente de Comunicação da UFRN, Profa Josimey Costa, foi interessante, ela levantou questões importantes e que merecem um novo post.

Não posso deixar de elogiar e me orgulhar por perceber que as emissoras públicas da Região Nordeste me parecem estar a frente no Brasil da discussão sobre os impactos da Televisão Digital e o debate sobre o intercâmbio de conteúdos midiáticos, temas que merecem aprofundamento e mto mto trabalho, pesquisa e inovação! Percebo que haverá transformações significantes na Televisão pública brasileira e no mercado de trabalho!

Fora isso, foi maravilhoso revisitar João Pessoa, ainda que numa passagem tão breve... o sol brilhou radiante e a caminhada na orla de Tambaú foi revigorante! Se vc for a João Pessoa não deixe de dar uma passadinha por lá...a avenida Cabo Branco fica fechada para os praticantes de esportes das 6 às 8 da matina, uma maravilha!!!

Have a nice day! =]

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fórum: TVs públicas na era digital

Evento vai mostrar aplicações interativas para TV digital

A tecnologia pode mudar o Natal de alguns brasileiros. É que até dezembro deve estar disponível no mercado um conversor para TV digital que já vem com o software Ginga. É ele que permite a interatividade. Na prática, além da imagem, som, áudio e sinal com mais qualidade o consumidor também vai poder acessar (com o controle remoto) conteúdo opcional ou complementar, enquanto acompanha o programa preferido.

Esse avanço tecnológico será apresentado aos participantes do “I Fórum Paraibano de TVs Públicas na era Digital”, que vai ser realizado nos dias 13 e 14 deste mês, no auditório da Reitoria da UFPB, campus I, em João Pessoa. Durante a oficina “Aplicações interativas para a TV digital” ,que vai ser ministrada pelo pesquisador Raoni Kulesza, dia 14 de outubro, às 14h, o público do evento vai conhecer mais sobre essa tecnologia e também interagir com as aplicações, desenvolvidas pela equipe do Lavid/UFPB.

Antes de definir o seu padrão de TV Digital, o Brasil percorreu um longo caminho. Segundo Raoni, que integra a equipe do Lavid/UFPB, o assunto é estudado há mais de 20 anos e a discussão para implantação do sistema no país começou em 2003. Durante oito meses o governo federal fez uma consulta pública para a escolha do padrão de TV digital que melhor se adequava aos interesses nacionais. Foram analisados os modelos europeu (DVB), o americano(ATSC) e o japonês (ISDB). O Brasil optou pelo sistema japonês, que foi adaptado e recebeu muitas inovações, dentre elas a principal, que é o middleware Ginga.

Ginga é a camada de software intermediário, ou middleware, que permite o desenvolvimento de aplicações interativas para a TV Digital de forma independente da plataforma de hardware dos fabricantes de terminais de acesso, as chamadas caixas conversoras de sinal (set-top boxes). O Ginga é o resultado de anos de pesquisas, lideradas pela Puc-Rio, em parceria com o Lavid/UFPB, e reúne um conjunto de tecnologias e inovações brasileiras que o tornam a especificação de middleware mais avançada e, ao mesmo tempo, mais adequada à realidade do país.site: www.ginga.org.br

Interatividade

A TV Digital foi implantada no Brasil no dia 02 de dezembro de 2007. A primeira cidade a ter o serviço foi São Paulo. Hoje, ele existe em quase todas as capitais brasileiras. As pesquisas para criar o Ginga foram coordenadas pelo Lavid/UFPB e pela Puc/RJ. Mesmo com o software desenvolvido, ele não chegou ao mercado na época por causa dos royalties. Houve uma nova negociação entre empresas, governo e os pesquisadores e desde julho ele foi liberado.

Para chegar ao nível de interatividade criada pelos pesquisadores, é preciso investimento. O telespectador só vai acessar conteúdos complementares, interagindo mais com a programação, se as emissoras estiverem interessadas no serviço. Além de ter a tecnologia digital, a empresa precisa dispor de um software para executar o serviço. Ele custa pelo menos R$ 50 mil. Ainda é necessário desenvolver as aplicações desejadas. Isso requer mais investimentos. No país existem pelo menos 10 empresas que fazem esse serviço. Quatro delas estão na Paraíba.

* Fonte: UFPB

sábado, 10 de outubro de 2009

TV Brasil segundo a Datafolha


TV Brasil é assistida por 10% dos brasileiros e tem programação aprovada por 80% dos telespectadores

Com menos de dois anos de existência, a TV Brasil já é conhecida por um terço da população brasileira, ou 34%, dos quais 15% já assistiram ao canal e 10% o assistem regulamente. A programação é considerada ótima por 22% dos telespectadores e boa por 58%, totalizando 80% de aprovação. Entre os que costumam assistir a TV Brasil em casa, 42% sintonizam o canal por antena parabólica. Os resultados são de pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Datafolha a pedido da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

Foram realizadas 5.192 entrevistas em todo o Brasil, com abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional, distribuídas em 146 municípios em todas as regiões, entre brasileiros de todas as classes econômicas, com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de agosto de 2009. Antes, portanto, do lançamento da nova programação da emissora, na segunda quinzena de Setembro.

Em consulta espontânea sobre os canais mais frequentemente assistidos, a TV Brasil foi mencionada por 1% dos entrevistados, juntamente com outros canais abertos e fechados menos conhecidos. Na consulta estimulada (pesquisador menciona o nome do canal), 15% dos entrevistados disseram já ter assistido ao canal alguma vez e 10% declararam assisti-lo atualmente.

Aprovação da Programação

Entre os telespectadores que costumam ver a TV Brasil, a programação foi considerada ótima por 22%, boa por 58%, regular por 20% e ruim ou péssima por 1% . A aprovação de 80% (soma de ótimo e bom) corresponde à nota 4, numa escala variável de 1 a 5.

Três programas destacaram-se na preferência destes telespectadores: Programa de Cinema (filmes), com 34% , o telejornal Repórter Brasil-Noite, com 31% e o programa Leda Nagle-Sem Censura, com 26%. São preferidos ainda os Documentários (24%), Repórter Brasil-Manhã (20%), Programas Musicais (19%) e os Programas Infantis (17%). A programação infantil apresenta as maiores medidas de audiência e Share da TV Brasil, segundo medida do IBOPE. A pesquisa Datafolha, entretanto, ouviu brasileiros com 16 anos e mais, o que sem duvida se reflete na avaliação dos programas infantis.

A Força da Parabólica

Entre os 10% de telespectadores que disseram assistir à TV Brasil atualmente, 85% sintonizam o canal em casa. Destes, 42% recebem o sinal através de antena parabólica, 36% através da TV aberta ( antena VHF ou UHF) e 22% através de TV por assinatura. Ou seja, tal a maior audiência da TV Brasil está nas cidades do interior, entre os que vêm TV pela chamada Banda C.

Os que não costumam assistir à TV Brasil apontaram como causa principal as dificuldades de sintonização (42%), seguida do desconhecimento (27%), do desinteresse (23%) e da falta de tempo (19%).

Perfil dos Telespectadores

A maioria dos telespectadores que assistem à TV Brasil, 79%, pertence às classes econômicas B (32%) e C (47%), é do sexo masculino (57%), tem idade média de 39 anos, grau de escolaridade médio (46%), aos quais se somam 17% com nível superior. Este telespectador, em termos de renda e escolaridade, ainda é elitizado em relação à população brasileira.

Mais da metade dos que assistem à TV Pública vive em cidades do interior (58%), onde é forte a penetração da parabólica, e 45% vivem na região Sudeste. A Região Sul apresenta o menor índice de conhecimento sobre a existência da emissora (17%) e nela o hábito de assisti-la é indicativamente menor, de 6%, inferior à média nacional de 10%. O hábito é indicativamente maior nas regiões Norte/Centro-Oeste, onde 12% declaram assistir à TV Brasil regularmente, e é de 11% nas regiões Sudeste e Nordeste.

A diretoria da Empresa Brasil de Comunicação considerou os resultados altamente satisfatórios, considerando-se o fato de a criação da emissora ainda ser recente, o desconhecimento, que ainda é grande, sobre sua existência, e o fato de dispor de apenas quatro canais abertos (Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão), o que se agrava com o fato de o canal de São Paulo ser o 69, na banda UHF.

Comentário

A Folha não quis publicar essa notícia, apenas O Globo. Certamente não foi por desconfiança das pesquisas do Datafolha.

* Fonte: Blog do Luis Nassif