Mostrando postagens com marcador Pesquisa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pesquisa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Artigos concluídos = Alegria!


Oi! No último domingo conclui mais um artigo científico integrante desta árdua jornada de mestranda. A finalização de mais um trabalho resultante de tantas leituras e pesquisas é motivo de muita alegria e incentivo para a próxima etapa, o próximo artigo... Aos poucos tenho me acostumado de uma forma muito positiva à esta nova vida de pesquisadora, em nada menos puxada do que o ritmo que eu levava trabalhando como jornalista em emissora de TV!

São atividades distintas que necessitam de habilidades únicas. Entretanto é incrível perceber em cada dia de pesquisadora, o quanto a experiência anterior como repórter, editora e apresentadora me auxiliam na lida com as especificidades do Mestrado, na busca pela reflexão e fixação dos conhecimentos através dos instrumentos metodológicos. Como pesquisadora de televisão, ainda estou começando, mas já prevejo uma vontade enorme de contribuir para a reflexão a cerca deste veículo que faz parte do cotidiano brasileiro e que levanta tantos questionamentos, tantas idéias...

Abaixo, segue a listagem dos títulos dos artigos científicos assinados por mim neste segundo semestre de 2009. Publico no intuído de divulgar a produção, mas principalmente incentivar os amigos pesquisadores e estudantes que visitam este espaço, para também publicarem seus trabalhos, nos espaços democráticos dos blogs. Assim, podemos trocar informações e contribuir, ainda que num trabalho de 'formiguinha', para dar evidência ao campo de pesquisa em TV ainda relativamente embaçado no Brasil:

ARTIGOS - 2009

1. NO AR A METEOROLOGIA ALÉM DA PREVISÃO DO TEMPO: UM BREVE HISTÓRICO DAS NOTÍCIAS CLIMÁTICAS NO TELEJORNALISMO E PERSPECTIVAS COM A TV DIGITAL NO BRASIL (Apresentado no Encontro Nacional de História da Mídia, em Agosto, Fortaleza-CE.)

2. A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE TV: UM BREVE PANORAMA DO ENSINO DE TELEJORNALISMO NO RIO GRANDE DO NORTE (Trabalho realizado para a Intercom, em virtude da participação no III Seminário Temático Globo-Intercom em Julho, RJ.)

3. TV PAGA E INTERATIVIDADE: ESTUDO DE CASO DO CANAL GLOBO NEWS (Para apresentação no LECOTEC 2009, SP.)

4. A METEOROLOGIA NOS TELEJORNAIS DA TV ABERTA BRASILEIRA: UMA ANÁLISE DO CONTEÚDO DO JORNAL NACIONAL, JORNAL DA RECORD E JORNAL DA BAND (Para apresentação no LECOMCIÊNCIA 2009, SP.)

5. O JORNALISMO AMBIENTAL E A TV DIGITAL NO BRASIL: NOVAS PERSPECTIVAS PARA A DIVULGAÇÃO, INTERATIVIDADE E EDUCAÇÃO (Para apresentação no I SIMTVD - Simpósio Internacional de Televisão Digital, SP.)

É isso aí... muito trabalho pela frente!!! Garra, iniciativa e perseverança sempre!!!

Até breve!!! =)

sábado, 10 de outubro de 2009

TV Brasil segundo a Datafolha


TV Brasil é assistida por 10% dos brasileiros e tem programação aprovada por 80% dos telespectadores

Com menos de dois anos de existência, a TV Brasil já é conhecida por um terço da população brasileira, ou 34%, dos quais 15% já assistiram ao canal e 10% o assistem regulamente. A programação é considerada ótima por 22% dos telespectadores e boa por 58%, totalizando 80% de aprovação. Entre os que costumam assistir a TV Brasil em casa, 42% sintonizam o canal por antena parabólica. Os resultados são de pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Datafolha a pedido da Empresa Brasil de Comunicação – EBC.

Foram realizadas 5.192 entrevistas em todo o Brasil, com abordagem pessoal em pontos de fluxo populacional, distribuídas em 146 municípios em todas as regiões, entre brasileiros de todas as classes econômicas, com 16 anos ou mais. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%. A pesquisa foi realizada entre os dias 18 e 22 de agosto de 2009. Antes, portanto, do lançamento da nova programação da emissora, na segunda quinzena de Setembro.

Em consulta espontânea sobre os canais mais frequentemente assistidos, a TV Brasil foi mencionada por 1% dos entrevistados, juntamente com outros canais abertos e fechados menos conhecidos. Na consulta estimulada (pesquisador menciona o nome do canal), 15% dos entrevistados disseram já ter assistido ao canal alguma vez e 10% declararam assisti-lo atualmente.

Aprovação da Programação

Entre os telespectadores que costumam ver a TV Brasil, a programação foi considerada ótima por 22%, boa por 58%, regular por 20% e ruim ou péssima por 1% . A aprovação de 80% (soma de ótimo e bom) corresponde à nota 4, numa escala variável de 1 a 5.

Três programas destacaram-se na preferência destes telespectadores: Programa de Cinema (filmes), com 34% , o telejornal Repórter Brasil-Noite, com 31% e o programa Leda Nagle-Sem Censura, com 26%. São preferidos ainda os Documentários (24%), Repórter Brasil-Manhã (20%), Programas Musicais (19%) e os Programas Infantis (17%). A programação infantil apresenta as maiores medidas de audiência e Share da TV Brasil, segundo medida do IBOPE. A pesquisa Datafolha, entretanto, ouviu brasileiros com 16 anos e mais, o que sem duvida se reflete na avaliação dos programas infantis.

A Força da Parabólica

Entre os 10% de telespectadores que disseram assistir à TV Brasil atualmente, 85% sintonizam o canal em casa. Destes, 42% recebem o sinal através de antena parabólica, 36% através da TV aberta ( antena VHF ou UHF) e 22% através de TV por assinatura. Ou seja, tal a maior audiência da TV Brasil está nas cidades do interior, entre os que vêm TV pela chamada Banda C.

Os que não costumam assistir à TV Brasil apontaram como causa principal as dificuldades de sintonização (42%), seguida do desconhecimento (27%), do desinteresse (23%) e da falta de tempo (19%).

Perfil dos Telespectadores

A maioria dos telespectadores que assistem à TV Brasil, 79%, pertence às classes econômicas B (32%) e C (47%), é do sexo masculino (57%), tem idade média de 39 anos, grau de escolaridade médio (46%), aos quais se somam 17% com nível superior. Este telespectador, em termos de renda e escolaridade, ainda é elitizado em relação à população brasileira.

Mais da metade dos que assistem à TV Pública vive em cidades do interior (58%), onde é forte a penetração da parabólica, e 45% vivem na região Sudeste. A Região Sul apresenta o menor índice de conhecimento sobre a existência da emissora (17%) e nela o hábito de assisti-la é indicativamente menor, de 6%, inferior à média nacional de 10%. O hábito é indicativamente maior nas regiões Norte/Centro-Oeste, onde 12% declaram assistir à TV Brasil regularmente, e é de 11% nas regiões Sudeste e Nordeste.

A diretoria da Empresa Brasil de Comunicação considerou os resultados altamente satisfatórios, considerando-se o fato de a criação da emissora ainda ser recente, o desconhecimento, que ainda é grande, sobre sua existência, e o fato de dispor de apenas quatro canais abertos (Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo e Maranhão), o que se agrava com o fato de o canal de São Paulo ser o 69, na banda UHF.

Comentário

A Folha não quis publicar essa notícia, apenas O Globo. Certamente não foi por desconfiança das pesquisas do Datafolha.

* Fonte: Blog do Luis Nassif

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Consumidor de mídia é EXIGENTE

Pesquisa mostra consumidor de mídia exigente

Cada vez mais conectados, os brasileiros também estão mais exigentes quanto à qualidade da informação que consomem, segundo pesquisa do Ibope Mídia, divulgada ontem. O estudo, que tentou mapear os hábitos de consumo de mídia da população e ouviu cerca de 800 pessoas na região metropolitana de São Paulo, mostrou que para 81% dos entrevistados, a qualidade da informação é mais importante que a plataforma onde ela é veiculada.

Segundo os pesquisadores, a exposição recente dos leitores/espectadores a um número maior de meios, como a internet e o celular, tornou-os mais seletivos em relação ao conteúdo consumido. "O conteúdo é o grande protagonista e, por isso, o desafio da era de convergência é transformar a quantidade de informação em qualidade", diz a gerente de marketing do Ibope Mídia, Juliana Sawaia.

Apesar do aumento da convergência de mídias, boa parte das pessoas ainda costuma utilizar um meio de cada vez, constata a pesquisa. Pelo menos 83% da população paulistana usa uma plataforma de forma exclusiva, seja ela jornal, revista, rádio, internet ou televisão. O consumo simultâneo, porém, cresce à medida em que a idade diminui. Praticamente metade dos jovens de 18 a 24 anos acessam a internet enquanto assistem à TV, por exemplo. "O consumo simultâneo de mídia é inevitável e já faz parte da rotina de parcela considerável da população. A sinergia entre os meios de comunicação é fundamental", diz a diretora comercial da Ibope Mídia, Dora Câmara.

Apesar disso, dois terços da população afirmam conseguir absorver toda a informação e tecnologia disponíveis, segundo o estudo. Por outro lado, o volume e a velocidade de informação estão deixando as pessoas angustiadas. Pelo menos 53% dos entrevistados dizem se sentir pressionados com a quantidade de informação disponível nos dias atuais. Entre as mulheres, o índice sobe para 56%.

A falta de tempo é outra preocupação decorrente dessa nova realidade. Para 46% das pessoas, o tempo será um dos elementos mais escassos num horizonte de dez anos. A instantaneidade da informação também provocou alterações no padrão de consumo.

De acordo com o estudo do Ibope, 70% dos entrevistados elegeram o telefone celular como o item mais importante do dia a dia, à frente do computador com acesso a internet (58% das indicações). A televisão impera, com 77% das indicações.

A pesquisa mapeou ainda a adesão dos brasileiros às redes sociais. Elas fazem parte da rotina de 45% dos entrevistados. Entre os jovens, o índice sobe para 72%.

• Fonte: Último Segundo IG

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Revistas e jornais são as principais leituras no Brasil

O perfil do consumidor brasileiro que consume produtos de leituras no país foi traçado pela pesquisa "O Livro no Orçamento Familiar", encomendada por oito entidades ligadas ao mercado editorial. A base do levantamento é a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2002-2003), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Com o estudo foi comparada a soma dos gastos das famílias com leitura com outras despesas consideradas não essenciais. Para a aquisição de aparelhos, manutenção, compra ou aluguel de conteúdo de DVD, informática, jogos eletrônicos, som, TV e vídeo (Grupo 1) o valor relativo foi de R$ 19,303 bilhões.

No grupo 2, que abrange a compra e manutenção de aparelhos, assinatura e cartões, os gastos com telefonia celular ficaram na segunda posição com R$ 8,816 bilhões, as despesas com lazer fora de casa (Grupo 3) ficaram em R$ 6,154 bilhões, o valor destinado a produtos de leitura ficou em R$ 5,471 bilhões, considerando o total de gastos com apostilas, bibliotecas, dicionários, fotocópias, jornais, livros didáticos e não-didáticos e revistas.

Cada família gasta anualmente cerca de R$ 42 com revistas, R$ 17 com jornais e R$ 11 com livros não-didáticos. O principal item de leitura para as famílias é a opção que inclui revistas e jornais que representam 37,1% e 15,2% do total de despesas, respectivamente. Mais da metade (52,3%) do valor destinado a leitura. O total gasto com livros didáticos representa 19,6% do total.

Os livros concorrem com as fotócopias, já que seu gasto total é praticamente igual as publicações não-didáticas. Cerca de 10,1% da despesas com material de leitura são de livros não-didáticos. As fotcópias respondem por 9,7%.

A maneira como as famílias consomem os materiais de leitura em seu orçamento foi alterada, desde a 4ª POF, em 2203-2003, já que várias residências contam com acesso à internet e telefone celular. Atualmente, o IBGE realiza a coleta de informações para a 5ª POF (julho 2008-junho 2009), mas ainda não há data de divulgação.

*Redação Adnews*

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O meio ambiente em PAUTA

Nesta terça-feira participei da palestra ministrada pela Profa Dra Luciana Miranda Costa na UFRN. A Profa é da UFPA e abordou a temática do jornalismo ambiental a partir do contexto da formação do campo ambiental, a legitimação da importância do meio ambiente pelos orgãos governamentais e instituições, além de exemplos do tratamento midiático sobre o meio ambiente.

Para isso foram apresentados os conceitos de Pierre Bordieu sobre Campo, Habitus e Capital, numa reflexão em termos macro das relações de forças objetivas estabelecidas entre os diversos campos sociais (político, econômico, religioso, etc.) na sociedade, além do impacto de capital social e cultural de cada indivíduo nos processos naturais de intercâmbio de informações, o que no campo ambiental é extremamente relevante para a definição das correntes Preservacionista (proteção das áreas ambientais) e Conservacionista (consumo sustentável).

Outros autores também foram comentados: Manuel Castells, que distingue ecologia de meio ambiente, sendo ecologia o contexto geral e o ambientalismo a prática de ações em prol da natureza. Carlos Diegues, Pádua, Michel de Certeau, Jesús Martín Barbero (e o conceito das "mediações"), entre outros.

A legitimação do campo ambiental, em termos mundiais, ainda é bem recente, tem apenas 50 anos. As evidências de que as ações do homem interferem (negativamente) no meio ambiente começaram a ser discutidas nos anos 60. A Profa também comentou alguns aspectos das Políticas ambientais no Brasil, que só adquirem status constitucionais com a promulgação da Constituição Federal em 1988.

Muito interessante as duas pesquisas apresentadas: A primeira está em detalhes no livro - Comunicação e Meio ambiente: A análise das campanhas de prevenção a incêndios florestais na Amazônia, da Editora Summus e de autoria da Profa Luciana, resultante de seu Doutorado. Entre outros aspectos, o trabalho comprova o quanto as cartilhas elaboradas pelo governo não atingem os objetivos de conscientizar os agricultores a cerca das queimadas realizadas para a renovação da terra. Os agricultores não foram ouvidos e não existe espaços para diálogo.

A segunda pesquisa é um levantamento a cerca da cobertura da imprensa (principais jornais impressos brasileiros e revistas de circulação nacional) sobre meio ambiente ao longo de trinta anos. Quero encontrar mais detalhes sobre esta pesquisa, que mostra efetivamente o quanto a cobertura da imprensa é incompleta e marcada pelo sensacionalismo, por textos em tons alarmistas e notícias parciais.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Discutindo sobre MÍDIA e HISTÓRIA




A semana que passou foi bem movimentada. Na UFRN participei de um curso com a Professora Olga Bailey organizado pelo Mestrado Estudos da Mídia. O tema do curso era 'Mídias Alternativas' e foi bem interessante conhecer o trabalho da Profa brasileira que vem desenvolvendo suas pesquisas na Inglaterra.

A temática das mídias alternativas merece um post exclusivo, mas foi ótimo acompanhar o curso e repletir sobre as alternativas midiáticas no contexto da sociedade contemporânea marcada pela era digital e suas novas ferramentas de troca e divulgação de informações, notadamente blogs, podcasts e twits.

De quarta a sexta-feira estive em Fortaleza- CE, onde participei do VII Encontro Nacional de História da Mídia, cuja temática geral também norteou a questão das mídias alternativas. Lá apresentei um artigo no GT (Grupo de Trabalho) de Jornalismo, um trabalho que faz parte do meu projeto de pesquisa do Mestrado em Televisão Digital. Foi uma experiência enriquecedora!

Em Fortaleza foi muito bom rever minha amiga Renata, que me recepcionou de maneira tão especial! A quem devo meus sinceros agradecimentos! Além disso, conhecer a UNIFOR foi uma ótima experiência. A Universidade de Fortaleza pareceu ser bem organizada. Os inúmeros jardins e fontes pelo lugar chamaram minha atenção, e até os animais, passarinhos, micos, emas... pois é, emas!!! O Encontro foi muito bem organizado e a infra-estrutura excelente!

Quanto ao conteúdo, o Encontro Nacional de História da Mídia surpreendeu pela qualidade de seus congressistas e riqueza nos debates! Aos poucos irei publicando aqui alguns apontamentos! :)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Nota 7 para a TV aberta brasileira

A TV aberta brasileira recebeu nota 7 em um levantamento feito pela empresa de pesquisa Gfk. A companhia alemã entrevistou mil pessoas em 12 capitais do país, com mais de 18 anos e mostrou que 25% não assistem a TV aberta e 75% assistem.

De acordo com a coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro, na Folha de S.Paulo, o objetivo da pesquisa foi avaliar a satisfação do telespectador com a programação da TV. 64% disse estar satisfeita (as notas foram maiores do que sete) e 7% estão insatisfeitos e deram notas menores do que três.

As mulheres estão mais contentes com o serviço e deram nota oito. Enquanto os homens preferiram a nota sete. A região Nordeste tem o maior índice de aprovação com 78% e notas maiores do que sete. Norte e Centro Oeste ficaram com 68%. Sudeste e Sul foram as regiões que apresentaram mais insatisfação com 60% e 57%, respectivamente.

Entre as faixas etárias, jovens (18 a 24 anos) e pessoas acima de 56 anos gostam da programação da TV aberta. O último grupo atribuiu nota nove. Já quando as classes sociais são consideradas, os telespectadores das classes A e B deram seis, enquanto C e D, nove.

A Globo é a preferida e ficou com 91% entre os entrevistados que assistem a TV aberta. Em seguida aparecem: Record (59%), SBT (48%) e Band (38%). A emissora carioca também ganha em frequência, já que ela é a mais vista com 67%, em segundo lugar está a Record com apenas 17%.

Fonte: Adnews